Já que escrevi sobre Europa e Ásia, tenho que tratar de América do Sul também, não é?
O Brasil ganhou de 4 a 0 do Uruguai em Montevidéu e espantou o fantasma do estádio Centenário. Dunga gênio, time ideal, seremos hexa!! Calma, calma, calma... muita calma nessa hora...
Vamos aos principais fatores que levaram a essa goleada:
- o Uruguai é muito fraco
- o Brasil é muito forte
Individualmente falando, é isso.
Júlio César é o melhor goleiro do mundo - e está pegando muito faz pelo menos uns 4 anos (sim, ele já seria meu goleiro titular em 2006).
Daniel Alves vive uma fase excelente, principalmente quando ataca, algo que faz com liberdade quase total no Barcelona.
Lúcio e Juan, além de competentes, estão entrosados com a sequência de jogos pela seleção (há quanto tempo não tínhamos uma dupla de titulares fixa e incontestável como essa?)
Kaká é tecnicamente o melhor jogador do mundo, mesmo que não passe por uma fase tão inspirada como Messi e Cristiano Ronaldo. E nem precisa jogar tudo que sabe para ser decisivo - vinha sendo assim no Milan e se repetiu na seleção brasileira. O nosso camisa 10 não só faz jogar como facilita o jogo dos demais.
Robinho é imprevisível para o mal (máááááscara!) e para o bem - quando quer, desconcerta qualquer zagueiro, e isso desde os tempos da pedalada em Rogério.
Luís Fabiano comprou a camisa 9 com gols e não cansa de repeti-los. É um matador nato. Sobrou para ele, em condição de bater, é caixa. A bomba contra o Uruguai foi o típico gol de matador.
Os demais se esforçam - e, às vezes, rendem boas partidas, como aconteceu com Gilberto Silva em Montevidéu e Felipe Melo em Porto Alegre, um jogo antes, contra o Peru.
O Brasil pode seguir superando os adversários assim, na individualidade. Ganhando quando um estiver inspirado. Goleando quando vários estiverem. Já era assim com Carlos Alberto Parreira.
O desafio é escolher os caras certos, que vivem o momento certo. Na última Copa do Mundo, por exemplo, o técnico não soube aproveitar a boa fase e a inspiração de Cicinho, Robinho e Juninho, gigantes no diminutivo.
Além disso, não basta apenas escalar. É preciso dar liberdade a quem sabe e criar um mínimo de padrão para lidar com outras seleções que também tenham seus fatores de desequilíbrio.
A Copa das Confederações vai ser boa pra isso. Vamos encarar duas seleções que atualmente podem jogar de igual para igual com o Brasil. Vai ser gostoso enfrentar Itália e Espanha - esta espero que na final, mas sinto que será já na semifinal após uma derrota para os campeões do mundo na primeira fase.
Esqueçam o Paraguai. O teste de verdade para Dunga será na África do Sul. E se o técnico for reprovado?? É a deixa que muitos esperam para tirá-lo do cargo. Não sei se ainda é possível, mas um fracasso faria com que ele ficasse pelo menos balançando... até a prova de fogo contra a Argentina.
Eu não escondo de ninguém que não gosto de Dunga como treinador, embora o admire como líder, como guerreiro. Prefiro outro comandante na missão Copa do Mundo e costumo torcer contra a seleção por isso. Mas já temo que o talento indiscutível de nossos jogadores garanta o emprego do treinador até 2010.



Eeeeexplico: cansados de baterem em pequenas ilhotas e ficarem com a vaga do continente, os socceroos (um neologismo para soccer kangaroos, ou "cangurus do futebol" pra brasileirada que insiste em não entender) deixaram de disputar competições pela Oceania em 2007, para fazer parte da Confederação Asiática de Futebol.

Após anos de tentação, não resisti e resolvi criar meu próprio blog. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de escrever. Comecei cedo, inclusive.